Guias · min de leitura
Estrutura, ordem de informação e o erro mais comum: explicar o que fazer antes de explicar onde você está.
Um guia ruim não é um guia incompleto. É um guia que assume que o leitor já sabe onde está. A maior parte dos comentários raivosos em guias de jogo vem desse único problema.
A regra principal é orientar antes de instruir. Antes de dizer "puxe a alavanca", diga onde a alavanca está em relação a algo que o leitor já vê: a porta, a escada, o NPC. Se o leitor precisa procurar, o guia falhou.
A segunda regra é ordem de dependência. Coloque os passos na ordem em que o jogo os permite, não na ordem em que você os descobriu. Quem escreve já esqueceu a sequência real; por isso vale rejogar o trecho antes de publicar.
A terceira é separar o obrigatório do opcional. Use marcadores visuais claros: passos numerados para o caminho principal, blocos separados para coletáveis, conquistas e rotas alternativas. Um guia que mistura os três é ilegível mesmo quando está correto.
A quarta é dizer o que dá errado. Todo puzzle tem uma armadilha: uma alavanca que trava, um item que pode ser perdido, uma sala que fecha. Um parágrafo de aviso economiza horas de raiva e é o que faz as pessoas voltarem ao site.
Por último, revise com uma pergunta: se eu nunca tivesse jogado, este texto me levaria do ponto A ao ponto B sem abrir um vídeo? Se a resposta for não, falta orientação, não falta detalhe.